24 de setembro de 2009

Por isso que não me deram olhos





Já passou do limite! Eu não aguento mais! Estou ficando rouca de tanto gritar. Preste atenção! Eu não sou escrava das suas vontades. Eu vou gritar mesmo sem voz. O que será de nós?!? Onde deixaram a democracia que não consigo a encontrar?


Em meio a tanta bagunça, encontrei um velho baú de madeira. Nele havia coisas já esquecidas, como por exemplo: as conquistas do povo. Portando muita poeira, peguei a pequena palavra que se apagara com o esquecimento do povo: o progresso. Revirei por mais uns instantes e pude rever o trabalho. Pus-me a chorar em uma nostalgia emotiva da minha própria história. Foi demais pra mim. Fechei o baú.


Desci do sótão e adentrei-me a sala de estar. A beleza incomparável se misturava a quadros e fotografias com cenas vivas. Tanto que pareciam se mexer. Sobre a estante, em nobre destaque, havia um porta-retrato com uma imagem da corrupção e logo na prateleira inferior, a impunidade.


Às vezes me esqueço porque me chamo luta. Confesso que penso em desistir depois de assistir tais cenas. Deve ser por isso que não me deram olhos. Para que não pudesse ver a injustiça e a corrupção e assim continuar lutando.

15 de setembro de 2009

A minha casa


Corra! Lá vem eles atirando suas armas mortais para todos os lados. Vamos! Vamos! A hora é essa!

Para que tantas exclamações? Coisa ignorante. Adentro-me ao meu quarto e vejo as histórias escritas na parede. Leio cada palavra como se fizesse parte de uma odisséia interna do meu coração. Me vejo escrevendo mais e mais. Cobrindo cada espaço da parede branca com as marcas pretas do hidrocor. A janela aberta mostrava a chuva caindo lá fora e eu com a luz do abajur acesa, assistia as gotas indo ao chão e escrevia sem olhar a parede. Derrepende deparei-me com a sobreposição dos riscos tornando a minha história difícil de ler. Mas que confusão! Bem... Ainda tenho a minha história. E continuo a escrevê-la. Apesar de terem se acabado os espeços em branco. As palavras fogem para fora, pelas paredes do corredor, da sala, da cozinha e por toda a casa.

7 de setembro de 2009

um tempo pra MIM

Saudades de escrever. Mesmo que não haja ninguém pra ler. Isso me torna mais leve. Principalmente quando as coisas ao meu redor estão desmoronando e ameaçam me levar junto. Quanta coisa ta acontecendo... Mudanças drásticas. Mas não me arrependo. Ao contrario, estou muito feliz. Estou vivendo um novo tempo. Um tempo pra mim.

25 de agosto de 2009

Adeus



Me estressei! To partindo. Quem pariu o Matherus que o aguente. O fato é que o ato não corresponde às palavras e isso me revolta. Me transtorna ao peito. bem dentro na alma o inverno se alastra.

5 de agosto de 2009

Dois Bicudos

Dois Bicudos


Quando eu te vi andava tão desprevenido
Que nem ouvi tocar o alarme de perigo
E você foi me conquistando devagar
Quando notei já não tinha como recuar

E foi assim que nos juntamos distraídos
Que no começo tudo é muito divertido
Mas sempre tinha um amigo pra falar
Que o nosso amor nunca foi feito pra durar

Por mais que eu durma eu não descanso
Por mais que eu corra eu não te alcanço
Mas não tem jeito eu não sei como esperar
Desesperar também não vou
Não vou deixar você passar
Como água escorrendo nos dedos
Fluindo pra outro lugar

Ninguém pode negar que o nosso amor é tudo
Tudo que pode acontecer com dois bicudos
Não são tão poucas as arestas pra aparar
Mas é que o meu desejo não deseja se calar

Até os erros já parecem ter sentido
Não sei se eu traí primeiro ou fui traído
Não te pedi uma conduta exemplar
Mas é que a sua ausência é o que me dói no calcanhar


Por mais que eu durma eu não descanso
Por mais que eu corra eu não te alcanço
Mas não tem jeito eu não sei como esperar
Desesperar também não vou
Não vou deixar você passar
Como água escorrendo nos dedos
Fluindo pra outro lugar
Será sempre será
O nosso amor não morrerá
Depois que eu perdi o meu medo
Não vou mais te deixar

www.youtube.com/watch?v=77XkeH1BhAM

A Volta

Depois de muito tempo estou qui outra vez. Colocarei aqui algumas imagens que me representam durante este periodo de "ferias da morte", onde eu pensei seriamente em desistir de escrever.
Esta acima me expressa muito bem. O mesmo digo da cena abaixo.


29 de junho de 2009

A Visita

Ora! Ora! Se não é a velha solidão. A quantas não lhe vejo? E com todo respeito, adoraria que caísses em esquecimento. Não que sejas má, mas toda vez que me visitas, sinto-me destroçado. Rola-me as lágrimas pela face. A voz se embala num ziguezague que não tem fim. Então diga-me. O que queres, solidão?
Teus punhais acertam-me bem no átrio. O sangue corre pelas veias cada vez mais devagar. A voz grita em silêncio e o ar se torna cada vez mais pesado. É o fim.
—Não! É o início de um começo! – Interrompeu-me.
— Começo de quê? Estais a me atormentar a alma e me dizes que não é o fim? Quem estais apensar que és?
— Acalme os ânimos!
— O quê?
— Esqueça! Quando chegar a hora vais me entender.
Deu-me as costas me deixando na agonia do momento. Ela tinha razão. Não era o fim. Foi o começo de um novo ciclo de suas visitas.
— Quando chegará fim?
— Quando tudo acabar.
— Mas quando se sucederá isto?
— O tempo dirá.
Então saí de casa. Propus-me a fazer uma visita ao tempo. O energúmeno estava de férias. Desolado, voltei para casa e passei o resto do domingo assistindo tv. Que vida medíocre! Espero que a sua esteja melhor.