17 de junho de 2010

O Testamento


Eu ainda não consegui adaptar-me às condições deste mundo. Minhas vontades ainda diferem bastante. O que eu penso ainda tem muita diferença ndo resto do mundo. tudo ainda é muito estranho.

Eu saio da minha casa, vejo pessoas fazendo coisas. Coisas matando pessoas. A criança mata os pais. Os pais batem nas mães. As mães batem nos filhos. Os filhos fazem netos e os netos, bisnetos. E nessa odisseia o mundo se acaba.

Uns dizem que tudo isso é natural. Outros dizem que não, que isso não é natural mas que já se tornou normal. Eu não me conformo com esse mundo. Não posso aceitar tudo. tudo não é bom.

Meus filhos vão me matar? Claro que não! Antes que me matem com um tiro no peito eu me mato o veneno que tenho. Adeus. Para aqueles que ficam: Boa Sorte! Vocês vão precisar muito mais do que eu. Deixo meus bens aos pobres (se não o fizesse eles tomariam mesmo). Até um futuro melhor.

Escrito no dia 08 de maio de 2010.

11 de maio de 2010

Eu não tenho porque não chorar.



Eu não tenho porque não chorar. Eu corro atraz de você. Eu tento te alcançar. Mas você nem se quer olha pra mim. Minha voz grita, te chama. Declara aos quatro ventos que te amo. Mas você é cruel. Você não me ama. Então decidi me revoltar. Não vou mais me lamentar. não vou mais não chorar. vou gritar mais alto. Eu não te amo mais.

A Voz da diferença


É uma verdadeira decepção estarmos envoltos na tecnologia do séc XXI e não conseguirmos conviver com as diferenças de nossos semelhantes. Somos a geração capaz de ir até a lua, mas não somos capazes de aceitar as nossas próprias etnias.

Pessoas oriundas de países asiáticos e orientais, pessoas com etnias africanas, pessoas que habitam em regiões menos favorecidas são o grande alvo da diferença. A diferença é como uma voz que grita aos ouvidos dessas pessoas, palavras de inferioridade.

A diferença está na mente da própria sociedade. Todos soms dotados com uma tendência preconceituosa. não somos capazes de aceitar as nossas próprias diferenças. Mesmo que com o tempo adquiramos o hábito de respeitar as diferenças, transmitiremos o mesmo pensamento aos nossos descendentes. A diferença começa em nós não no outro.

Todo ser humano é por natureza diferente de todo mundo em seus pensamnetos, atitudes e ideias. Contudo somos todos iguais em nossas diferenças. todos fazemos necessidades fisiolágicas, seja no banheiro ou atrás do arbusto. Todos dormimos, bebemos água e nos alimentamos. A voz da diferença é igual em todos nós.

Para se pensar...


Um professor na Faculdade de Medicina da Universidade de Califórnia um dia perguntou aos seus alunos. "Aqui é a história da família. O pai tem sífilis. A mãe tem tuberculose. Eles já tiveram quatro filhos. O primeiro filho é cego. O segundo filho morreu. O terceiro filho é surdo e o quarto filho tem tuberculose. A mãe está grávida. Os pais estão dispostos a ter um aborto se for recomendado. O que é que vocês recomendam?" A maioria dos alunos optaram pelo aborto. "Parabéns," anunciou o professor. "Você acabou de matar Beethoven." Nada é tão final quanto à morte, mesmo quando é feito cedo na vida.

21 de abril de 2010

Ele ainda se lembra




Ele ainda se lembra

Foram cinco longos meses de árduo trabalho. A loja estava pronta, linda e às portas da inauguração. Cada prateleira perfeitamente organizada. Todos os produtos em seus devidos lugares. Na vizinhança, todos aguardavam a abertura do novo mercado.

Finalmente chegamos à véspera do grande dia. A noite ameaçava chover, ele porém não estava preocupado com isso e continuava a organizar o que havia ficado pendente. Enquanto isso a chuva começou a cair. O que parecia ser uma garoa noturna, tornou-se uma torrencial tempestade. A rua tornou-se um rio imundo que começou a invadir a loja. Ele lutava para não deixar que os produtos mais próximos da porta se perdessem, mas lá se foram as promoções. Em meio ao seu desespero, a forte luz do salão se dissipou em total penumbra. Já não via por onde a água entrava. O gerador não chegaria antes de um mês após a inauguração. O seguro ainda não havia sido feito. E vendo que não tinha mais jeito, que o trabalho em que investira todo o seu dinheiro estava sendo levado pela água e não podia fazer nada, pôs-se a chorar. Chorou por toda noite, como uma criança aos soluços.

Quando amanheceu, a chuva ainda caía, porém serena e tranqüila. O chão branco estava marcado pela escura água negra que o cobria. Cadáveres de ratos estavam espalhados por todos os cantos. Prateleiras desarrumadas e fora do lugar em que deveriam estar. Carnes e congelados em decomposição exalavam um mal cheiro que consumia todo oxigênio presente ali. Refrigerantes, biscoitos, macarrões, frutas. Tudo espalhado pelo chão. Como se não bastasse, já era chegada a hora prevista da inauguração. Os caixas todos afetados. Tudo havia se perdido. Isso não era justo! Onde estava Deus nessa hora? O que aconteceu com Ele? Por quê o desamparou? Por quê?

Em meio ao seu choro ele orou:
“Pai, por que me desamparaste?Por que levaste o que eu tinha de precioso Por quê?”
Ele fechou os olhos e adormeceu. No seu sonho ouviu uma voz como de uma multidão que dizia: Não temas. Eu estou aqui.

Já faz cinco anos. Ele hoje tem uma das maiores lojas de supermercados do mundo. E nunca mais teve medo da tempestade.
(...)

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Este é um fragmanto do meu livro "Ele ainda faz milagres".

29 de março de 2010

Estamos todos surdos



Faz tempo que não escrevo aqui. Já estava com saudades. Mesmo que ninguém leia. Eu acho que sou um daqueles malucos que falam pro vento na esperança que este faça chegar os meus gritos a quem possa os ouvir.

Estamos todos surdos. Não se chora pela morte da mãe. Não se ri pelo novo emprego. Não se vive uma história diferente. Estamos todos surdos.

6 de março de 2010

O Olhar

O Olhar


O Olhar pode dizer muitas palavras. Pode dizer o que o coração está sentindo. Dizem que se olhar para a esquerda expressa invenção de uma mentira e para a direita se diz a verdade. Não sei se acredito nisso. Mas acredito no poder do olhar. O olhar pode chorar, rir, gritar. Pode olhar tudo a sua volta ou olhar pra dentro de si mesmo. Pode-se fecha-los e abri-los. Num monte de fi-los e qui-los.


Eu não sei o que posso te dizer com meu olhar. Mas sei que olhar pros meus olhos é ver meu coração. Olhar vai mais além do que ver o que está a sua frente. Existem muitas pessoas que nunca viram nada, mas já enxergaram muito mais do que qualquer um de nós.


Olhar é ver além. É bem mais que um verbo. É eterno.