15 de fevereiro de 2011

Selo de Qualidade



Ganhei mais um selinho da Wally, dona dos Blogs REFLEXÕES BORDERLINE e o EGITO - DO NILO AO DESERTO. Responderei às perguntas e farei algumas indicações para ganhar o selo e respondê-las também.



Nome: Nathan Rodrigues da Silveira Murizine Branco
Uma música:  no momento, Filosofia, de Noel Rosa
Humor: Borderline
Uma cor:  Preta
Estação:  Inverno
Como prefere viajar:  de carro
Um lugar:  Plaza Shopping
Um filme:  Meu malvado favorito
Um prazer:  Blogar, ouvir música, cantar 
Um seriado: CSI, Criminal Minds e agora comecei a assistir DEXTER
Time do Coração:  Botafogo
Frase mais dita por você: nos últimos dias apenas esta de Einstein: "Õ único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário"
O que achou do selo:  muito legal!!!

Indicados (que eu acompanho de verdade)
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Um povo com voz

Quem disse que somos inúteis? Não importa se são 18 dias ou 18 anos, nós temos a forma para chegar lá. Sonhamos com um Egito onde os trabalhadores sejam respeitados pelo governo. Não há país sem movimento. Nada é mais importante do que chegar em casa e ter comida. Por que tenho que receber 100 dólares por mês se o presidente come com o meu dinheiro? Quero ele fora daqui!

Vou contar aos meus netos que nós saímos às ruas e dissemos o que queríamos e o que precisávamos. A nossa voz foi ouvida por que não somos vândalos, somos seres humanos. Vamos contar que atiramos os nossos sapatos na cara de Mubarak. O mundo inteiro viu o seu retrato sair do governo. Ele já era, virou história para ser contada. Um líder que foi embora por que o povo não o queria mais. Um excremento que se foi quando demos descarga.

Agora vamos reconstruir. Ajeitar o que sobrou. Dar uma pintura na casa, fazer uma festa para comemorar. Mas não se engane, o quem por aí é bem pior. Mas não brinquem comigo, se for preciso, fazemos de novo. Novamente e outra vez. Nós não somos apenas um povo. Somos um povo com voz e isso ninguém (Ouviram?!? Ninguém!!) irá tirar de nós.

13 de fevereiro de 2011

Borderline no Ídolos 2011


Depois de um tempo em paz estou soltando os cachorros outra vez. Os sintomas do TPB estão bem fortes nestes dias. Geralmente as pessoas que mais me tiram do sério são exatamente as da minha família. A começar pelo meu pai que tem o dom de me tirar do sério só com a sua presença. Imagine alguém que fale de você para alguém, na sua presença, como se você não estivesse ali. Acrescente a esta pessoa inconveniência. Como se já não bastasse, a criatura faz perguntas repetidas de assuntos que já foram esclarecidos. Sem contar o ritual de observação em quanto você come, ou faz alguma coisa. Uma pessoa que não consegue calar a boca.
 
Mas deixando de lado o meu pai, hoje me tiraram do sério minhas mãe e irmã. Estávamos voltando da igreja quando elas começaram a andar mais rápido que eu que tenho um problema na perna. Há três anos sofri um acidente e tenho agora uma placa de quinze centímetros e oito para fusos de platina. Que normalmente não doem tanto, mas ontem passei por um grande esforço. Passei cerca de sete horas em pé na fila do programa Ídolos. Perdi a voz na gravação das vinhetas do tal programa e para piorar bebi água gelada, que era o único líquido disponível (e que a própria produção deu) a nós em debaixo de um sol de 45°. O resultado foi um “não foi dessa vez” de um dos jurados, queimaduras de 2º grau no rosto, um carimbo do logotipo do programa na mão direita que me deu uma alergia desgraçada e câimbras horríveis na perna durante a noite. Isso sem contar que descobri que o programa é uma grande farsa montada para chamar a atenção de telespectadores idiotas.

Enquanto minhas mãe e irmã andavam na frente, eu tentava acompanha-las, sem sucesso. Olharam para trás, deram uma gargalhada. Foi aí que não aguentei e disse: “Vão me largar sozinho? Minha perna está doendo!” Elas continuaram com um risinho debochado e minha mãe soltou: “Você não quis ir pro Ídolos sozinho?”. Invoquei as profundezas nessa hora. Fui pro Ídolos sozinho por que a porra da minha família não me apoiou e todos os  meus amigos tinham compromisso no dia. Eu atravessei um baile funk de bandidos distribuindo drogas aqui em casa. Passei horas em uma fila interminável. Recebi um não. Estou sentindo um monte de dores. Quando estava voltando pra casa peguei um ônibus que me deixou em um lugar distante. Fiquei com fome, com sede. E o pior de tudo foi ouvir isso. Vão todos à Puta que os pariu!!!

Desculpemos meus palavrões, mas é o que estou sentindo agora. Minha mãe percebeu que não devia ter dito o que disse, mas do mesmo jeito que merdas cagadas não voltam ao cu, palavras ditas e levadas pelo vento não voltam nunca para dentro da boca. Obrigado por me ouvirem (lerem). Estava mesmo precisando desabafar. Até a próxima.

9 de fevereiro de 2011

Eu matei minha irmãzinha


Eu acho que parei de matar. Não senti vontade, pelo menos. Tudo que fiz não me arrependo de nada. Sei sou um assassino cruel e indomável. Mas não consigo me ver de uma forma diferente senão a de um benfeitor para o mundo. Mas nem sempre foi assim. Estive revirando uns álbuns de família, vendo as fotos de um passado infeliz. Eu nunca fui uma criança normal, apesar de ter tudo o que uma criança precisa: pai, mãe, casa, brinquedos e... Irmã. Pena que ela não durou muito. Sabe... Acontecem acidentes quando você é uma criança de dez anos e tem uma irmãzinha de três perto de você. Eu já disse, eu era uma criança perturbada. Não tinha amigos. Eu vivia trancado dentro de casa. Minha pele era excessivamente branca por conta do confinamento. Meus pais eram superprotetores e eu fui tornando-me psicótico.

Certa tarde, estávamos apenas minha irmã e eu em casa. Minha mãe estava na casa da vizinha conversando algum assunto sem mais importância. A pequena criança dormia calme e serena em seu berço e eu procurava algo para passar o tempo. Até que ela resolveu acordar. A culpa não foi minha. Ela que acordou. Começou a chorar. Eu não conseguia fazê-la parar. Não podia deixa-la sozinha, minha mãe iria brigar comigo. Então não tive dúvidas: matei pela primeira vez.

Havia um vem sobre o berço que protegia contra mosquitos e insetos. Ele não era tão perigoso, mas foi essa a desculpa que todos por natureza acreditaram. Enrolei o seu rosto no véu e dei-a chorar. Mas ela continuava. Invadia minha mente com a sua gritaria. Criança chata. Parti então para uma atitude mais enérgica. Enrosquei o véu em seu pescoço. Agora não chora mais tão alto. Aos poucos sua voz vai embora. Sufoca ao tentar se soltar. Enrosca-se mais e mais. Até que... Acabou. Ela não está mais ali. Estou sozinho outra vez. Saí do quarto e fui para a sala assistir tv, como se a vida daquela criança não passasse de uma brisa. Minha mãe ao chegar perguntou-me se ela havia chorado. Disse-lhe não com uma naturalidade que até hoje não se de onde tirei. Continuei com os olhos fixos na tela. Ela foi até o quarto. Gritou. Desenroscou o corpo e voltou chorando com o cadáver na mão. Pensei que ela fosse desconfiar de mim. Mas deduziu que eu, um menino de dez anos, não teria coragem de matar minha própria irmã. Quem sabe da próxima vez?

Tudo se acertou como um acidente doméstico e nada mais. Eu nem me lembrava disso. Para quê? Há um velho provérbio chinês que diz: “O passado é história. O futuro, um mistério. Mas o hoje... O hoje é uma dádiva. É por isso que se chama presente”. Então, querido diário, vamos à velha frase de sempre (isso já está me enchendo o saco, um dia desses ainda mato o cara que inventou isso): faz uma semana que eu não mato ninguém. Só por hoje. 

Esse Blog é nota 1000

Ganhei um selinho da Wally e responderei à suas questões.



a) Nome: Nathan Rodrigues da Silveira Murizine Branco
b) Uma música: A tua glória faz - Fernanda Brum
c) Um filme: De pernas pro ar (assisti ontem, muito bom!!!!)
d) Cor preferida: Preto
e) O que mais gosta de fazer?? Escrever, cantar ouvir música, ler, bloggar (não necessariamente nessa ordem) 
f) O que você mais gostou no selinho?? A nota, claro!

6 de fevereiro de 2011

Chuva

Eu sou apaixonado por chuva. Por mim poderia chover todos os dias do ano que eu não me importaria. Nos primeiros dias deste ano, a chuva permaneceu serena e contínua, transformando o clima do Rio de Janeiro em algo sereno e agradável. Quem conhece sabe que aqui chega a fazer 45° tranqüilamente no verão e a sensação térmica chega aos 50°. Faz um mês que a chuva não dá o ar da graça e enquanto isso eu sou cozido pela alta temperatura.

Um dos meus maiores sonhos é poder morar em um lugar em que chovesse diariamente ou por grande parte deles. No Brasil existem bem poucas. No Ranking das mais chuvosas do mundo então, apenas uma: Calçoene (Amapá). Em Lloró na Colômbia e Bergen na Noruega chega a chover 280 dias por ano. Seguidos por Seattle (EUA), Vancouver (CANADÁ), Cherrapunji (ÍNDIA) e Ketchican (EUA). Também faz parte desta lista a famosa Forks, cidade americana que serve de cenário para os livros e filmes da Saga Crepúsculo.

Há um tempo atrás eu li sobre um perfume com aroma de chuva. Infelizmente não achei no Brasil. Tenho um CD com o som de chuva. Quando ela chega eu paro tudo e vou observá-la. Não sei porque mais sempre tive essa paixão pelas águas que caem do céu. Postarei as palavras que estavam na descrição do vídeo abaixo. Morri de inveja ao lê-las.

“O meu maior sonho era morar em um local onde eu pudesse ver a chuva como um espetáculo - esse sonho eu realizei. Onde eu moro, sempre que chove, posso admirar a chuva em todo o seu esplendor, às vezes a chuva vem violenta, noutras tão fininhas que mal posso vê-la, mas sei que ela está caindo, mesmo que em gotículas minúsculas.


Dormir ao som da chuva é relaxante e me proporciona um sono tranquilo e reparador. Quando a chuva para, fico esperando quando poderei admirá-la novamente, pois os longos períodos sem chuva são estressantes e dependendo da época do ano são quentes, secos e nada agradáveis.