19 de fevereiro de 2011

Os que mamam...

Recebi este vídeo pelo FACEBOOK e achei muito interessante por nos dias de hoje isso é uma cena rara. Uma deputada quebrando o pau. Não vou fazer propaganda política, mas esse tipo de pessoa precisa ter o nome falado. Ela se chama Cidinha Campos e apresenta até um programa na Band do Rio de Janeiro. Ainda vou achar o nome do deputado que no primeiro dia como deputado enviou 93 projetos de lei a serem a provados.

18 de fevereiro de 2011

Meme Literário

Recebi do Falando Sobre.

1. A Bíblia
2. A Cabana
3. Eu matei - O Diário de um Serial Killer (meu livro, um dia vou lançá-lo... um dia...)
4. Todos os Blogs que eu indicaria ganharam um desses
5. O link está logo ao lado. Clique na imagem e confira.

Coerência é tudo...

É incrível a falta de coerência que as pessoas possuem. Digo isto não só em termos nacionais, mas também em relação ao nosso querido planeta Terra. Li um artigo sobre o ROCK IN RIO no Blog Falando Sobre. E tirei uma conclusão: as pessoas literalmente não possuem um pingo de coerência.


Primeiro que faria todo o sentido do mundo o evento ser realizado no Rio de Janeiro. Poderia ser até mesmo no Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul ou até em qualquer Rio do Brasil. Mas eu me pergunto: Por que em vários anos esta porcaria foi para Europa?


Segundo, eu gostaria de fazer um grifo, que todos que conheço fazem. Se o evento é para promover o Rock, que diabos faria Justin Bieber (que a propósito estou pensando em “matar” também), Lady Gaga e Ivete Sangalo ali? Acho que não seria nenhuma ofensa se a Ivete não fosse ao evento. Gosto dela, mas pelo que eu saiba ela nunca teve nenhum tipo de influência do rock. Não faz sentido. É incoerente. O Festival de Verão sim é o lugar dela. Fez o povo pular no meio do apagão.


Esses dias eu estava ouvindo rádio. Ouço cada coisa sem noção... Tipo, a Orquestra Sinfônica do SESC tocando Créu. Ou ainda a MPB FM transmitir um programa de funk chamado NOITE PRETA. Não é preconceito. Mas muita miscelânea não faz bem. O conteúdo esvai-se deixando apenas uma propaganda vazia. E como a Globo nos introduz diariamente, CONTEÚDO É TUDO.

16 de fevereiro de 2011

Tocando piano
 
 
 
Quando escuto bem baixinho no meu cantinho
O acorde do piano fico feliz,
Entrego-me,
Sonho,
descarrego
Fujo do mundo em que navego
Sinto silêncio
Vou a um mundo que contemplo
Minha felicidade é completa
Sigo em uma direção incerta
Meus olhos fazem grandes descobertas
São como folhas secas sem pressa
Cada tocar é um viver
Cada tom é um som
Cada melodia é uma poesia escrita no livro da vida
Sem rumo,
Sem saída, mas com a direção entendida.
Não tem dor
Só amor
Só sentimento de calor contemplando ainda mais o  amor
Viajo não era da fantasia
Sinto-me tocar na mais alta estrela vazia
É como  se ela fizesse parte da poesia
Levasse a mim só a mim um lindo momento do dia
tocando o piano na mais alta sintonia...
 
 
Poesia de José Renato da Silva Júnior





Tenho tentado aprender a ser humilde. A engolir os nãos que a vida me enfia pela goela a baixo. A lamber o chão dos palácios. A me sentir desprezado-como-um-cão, e tudo bem, acordar, escovar os dentes, tomar um café e continuar.
Caio Fernando Abreu

Eu matei José Sarney


Ele não queria deixar o poder. Então eu tive que ajuda-lo a superar isso. Brasília era uma cidade que eu não gostava. Muito calor. Não havia mar. E muita gente corrupta. Não que soubesse algo sobre você, mas decidi que já era hora de você deixar este mundo.

Fui visitar naqueles dias uma amiga que morava na cidade há alguns anos. Passei apenas dois dias. Até que te encontrei no aeroporto. Você estava no mesmo voo que eu. Uma grande pena eu ter ficado na poltrona ao seu lado. E não pense que isso me deu facilidades para mata-lo, pois não poderia passar com armas no aeroporto. Tive que usar a técnica.

Você teve a infelicidade de viajar sozinho. Você na janela e eu ao seu lado. Apenas pressionei a Jugular. 10... 9... 8... 7... 6... 5... 4... 3... 2...1! Acabou. Recostei sua cabeça à janela como se tivesse adormecido, o que não era mentira. Você não merecia mais este mundo. Eu apenas lhe fiz um favor. Não em leve a mal, mas é algo extremamente pessoal. Sua política é fraca demais. Era...

Enfim pousamos. Todos os passageiros saíram um por um. Mas você permaneceu ali. Uma aeromoça tentou acordá-lo, sem sucesso. Começou a ficar nervosa e a gritar pedindo socorro. Chamaram um médico, que lhes revelou o pior. Mas todos pensaram que havia sido apenas uma parada cardíaca. Eu estou tentando parar, mas a morte guia minha mão, como um pintor ao pincel. Faz 15 minutos que eu não mato ninguém. Só por hoje.

15 de fevereiro de 2011





Quando partiu, levava as mãos no bolso, a cabeça erguida. Não olhava para trás, porque olhar para trás era uma maneira de ficar num pedaço qualquer para partir incompleto, ficado em meio para trás. Não olhava, pois, e, pois não ficava.
Completo, partiu.

Caio Fernando de Abreu