29 de janeiro de 2009

Armazém


Armazém
Ana Carolina

Se precisa de alguma coisa
Vai lá no meu armazém
Tem de tudo quase tudo tem

No meu armazém
Tem de tudo quase tudo
Tem rodo, tem barbante
Tem farinha, pedra-pomes
Prendedô, passadô
Escorredô, esmalte vermelho
E tem até couro pra pandeiro

Mas tudo é embrulhado
Num papel fuleiro

S
e precisa de alguma coisa
Vai lá no meu armazém
Tem de tudo quase tudo tem

Mas se você não vem

A saudade é longa dobro minha manga
A saudade é tanta te vendo uma fanta
A saudade é dura vendo também miniatura
A saudade não passa
Só não vendo de graça
A saudade me cala não tem trocado leva bala
A saudade é um bocado paro de vender fiado
A saudade é um bocado paro de vender fiado

Se precisar de alguma coisa
Vai lá no meu armazém
Tem de tudo quase tudo tem

Por entre o realejo lá no fim do dia

20 de janeiro de 2009

Azul Infinito


EU ESTAVA A LER UM LIVRO

MAS O PENSAMENTO ESTAVA PERDIDO

EM MINHA FRENTE UM AZUL INFINITO

CHEIO, PORÉM VAZÍO.

ESTAVA SÓ NA MULTIDÃO

NÃO HAVIA ANFITRIÃO

PARA RECEBER OS CONVIDADOS

OS QUAIS NEM FORAM CHAMADOS

E A CADA ONDA UMA CHANCE

EU PAR ECIA LOUCO ESCREVENDO ISTO FRENTE AO MAR

ME SENTIA ESTRANHO NAQUELE LUGAR

QUE NÃO ERA NEM MEU, NEM SEU.

MAS DE TODOS NÓS

E QUEM SOMOS NÓS?

DONOS DE QUE?

FILHOS DE QUEM?

DE QUE ADIANTA ESTE MAR

SEM VOCÊ PRA ME ACOMPANHAR

AS ONDAR RESPIRÃO AO FORMATO DA CANÇÃO

E AS TAIS ONDAS LEVARAM O MEU CORAÇÃO

E QUANTO TEMPO VAI LEVAR

ATÉ OUTRA ONDA CHEGAR

OU SERÁ QUE ESSA AINDA VAI VOLTAR?

9 de janeiro de 2009

A Palavra silêncio


Palavras, não são apenas palavras. São muito mais do que isso. Cada uma foi formada por uma junção de letras e/ou sinais. Não são tão simples assim como se imagina. Loucos criadores de verbetes de dicionários. Qual deles conhece minuciosamente cada uma daquelas palavras. Mesmo se passasem a vida inteira estudando uma única, não conseguiriam descrevê-la com total destreza.

Não dá pra ignorar os fatos de que existem coisas que as palavras não explicam. Exemplo: a imagem acima. Nessas horas o silêncio é usado. Sim, uma palavra sem som. Eu costumo usá-la muito. Quando deito em minha cama e fico em silêncio posso sentir o sangue passar pelas minhas veias. O silêncio é importante para ouvirmos as coisas ao nosso redor. É que as vezes falamos tão alto que não conseguimos ouvir uma resposta, a qual pode ser dada atravez do silêncio de um olhar.

6 de janeiro de 2009


Coisas tão banais
São tantas que árecem irreais
Sonhos bobos de uma criança
Que mesmo em inocência
Nunca perde a esperança

Grita forte bem alto
Para não deixar os incrédulos
Falarem mais alto
Focaliza, vê e segue
Conquista e e vence!

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Se você é daqueles que reparam, deve ter reparado que no agazalho do jovem rapaz traz uma inscrição esperançosa. "Terra dos Sonhos". Sonhar é muito fácil. Poder ser realizado de forma gratuita e saudável. Porém, nem sempre pode ser compartilhada. Não conto meus sonhos à ninguém. Com certeza haverá um infeliz sem sonhos que virá destruir os seus com um simples "não vai dar certo". Compartilhe os seus sonhos com quem sonha e realize-o, movimente-se. O sonho é seu, viva-o.

SINAIS DE FOGO

Estou com essa música na cabeça já tem alguns dias e isso é o que eu espero para esse ano: SINAIS DE FOGO.

Sinais de Fogo

Composição: Ana Carolina e Totonho Villeroy

Quando você me vê
Eu vejo acender outra vez aquela chama
Então pra que se esconder?
Você deve saber o quanto me ama

Que distância vai guardar nossa saudade?
Que lugar vou te encontrar de novo?
Fazer sinais de fogo
Pra você me vê

Quando eu te vi e te conheci
Não quis acreditar na solidão
E nem demais em nós dois
Pra não encanar

Eu me arrumo, eu me enfeito
Eu me ajeito, eu interrogo meu espelho
Espelho em que eu me olho
Pra você me ver

Por que você não olha cara a cara?
Fica nesse passa ou não passa
O que falta é coragem
Foi atrás de mim na Guanabara
Eu te procurando pela Lapa
Nós perdemos a viagem

30 de dezembro de 2008

Sob o Sol

Chegamos ao fim do ano e eu queria deixar uma mensagem bem polêmica para 2009. A luz finalmente veio a tona iluminando minha mente e mostrando-me que devia ser algo escrito por outra pessoa. Lembrei da novela "O Clone". O tema de abertura mais sincero que já ouvi.

Anseio desesperadamente pelo dia da verdade. O dia em que seremos julgados um a um e assim verei finalmente a justiça sendo feita de forma absoluta.


SOB O SOL

SAGRADO CORAÇÃO


Dicionário de Acordes


SOBRE AS NOSSAS CABEÇAS... O SOL

SOBRE AS NOSSAS CABEÇAS... A LUZ

SOBRE AS NOSSAS MÃOS... A CRIAÇÀO

SOBRE TUDO O QUE MAIS FOR... O CORAÇÃO

LUZ DA FÉ QUE GUIA OS FIÉIS

PELO DESERTO SEM ÁGUA E SEM PÃO

FAZ DAS PEDRAS O RIO BROTAR

FAZ DO CÉU CHOVER, FORTE, O MANÁ

QUEBRA O VASO DE BARRO DO TEU CORAÇÃO

COM O MELHOR VINHO DO TEU AMOR

POIS QUER A LEI QUE ELE SE PERCA NUM CHÃO

E FLORESÇA O DESERTO A SEUS PÉS

REGANDO AS AREIAS RECRIANDO REGATO

E AS LUZES DO ÉDEN NAS FLORES

NA TERRA DOS HOMENS NO CIRCO

DOS ANJOS, GUARDIÕES IMPLACÁVEIS DO CÉU

DANÇAMOS A DANÇA DA VIDA NO PALCO DO TEMPO

TEATRO DE DEUS

ÁRVORE SANTA DOS SONHOS

OS FRUTOS DA MENTE

SÃO MEUS E SÃO TEUS

NOSSOS SEGREDOS GUARDADOS

ENFIM REVELADOS

NUS SOB O SOL

SEGREDOS DE DEUS TÃO GUARDADOS

ENFIM REVELADOS

NUS SOB O SOL

22 de dezembro de 2008

A dona do restaurante

Fotografia: Rui Pires / Modelo: Dona Maria do Martins / Local: Serra da Arada - Portugal

Às vezes caminho pela rua para passar o tempo. É possível observar durante os trajetos os tipos e figuras pelo caminho. Gente de toda raça, tribo, língua e nação. Mas na verdade não sei se são. Não lhes dei a oportunidade se serem ouvidas, somente à obrigação de serem observadas e a partir dos meus conhecimentos pus-me a julgá-las.

Lembro-me de uma mulher suja. Desgastada pelo sol e pelas dificuldades da vida. A roupa extravagante, colorida, demonstrava que era uma pessoa que não possuía muitas condições financeiras. Carregava consigo um saco cheio de latinhas para serem vendidas por preços miseráveis no ferro-velho (supus). Para minha surpresa, o saco foi jogado ao lixo e a mulher adentrou a um restaurante (o mais sofisticado da região).

Sem poder conter minha curiosidade adentrei-me também ao estabelecimento. E pedi um uma sobremesa. Não pude deixar o garçom partir sem antes me responder que era a tal mulher. “Dona Alzira?... É a dona do restaurante.” Fiquei pasmado com a resposta do rapaz e mais uma vez pude ter certeza que as aparências enganam.