29 de março de 2010

Estamos todos surdos



Faz tempo que não escrevo aqui. Já estava com saudades. Mesmo que ninguém leia. Eu acho que sou um daqueles malucos que falam pro vento na esperança que este faça chegar os meus gritos a quem possa os ouvir.

Estamos todos surdos. Não se chora pela morte da mãe. Não se ri pelo novo emprego. Não se vive uma história diferente. Estamos todos surdos.

6 de março de 2010

O Olhar

O Olhar


O Olhar pode dizer muitas palavras. Pode dizer o que o coração está sentindo. Dizem que se olhar para a esquerda expressa invenção de uma mentira e para a direita se diz a verdade. Não sei se acredito nisso. Mas acredito no poder do olhar. O olhar pode chorar, rir, gritar. Pode olhar tudo a sua volta ou olhar pra dentro de si mesmo. Pode-se fecha-los e abri-los. Num monte de fi-los e qui-los.


Eu não sei o que posso te dizer com meu olhar. Mas sei que olhar pros meus olhos é ver meu coração. Olhar vai mais além do que ver o que está a sua frente. Existem muitas pessoas que nunca viram nada, mas já enxergaram muito mais do que qualquer um de nós.


Olhar é ver além. É bem mais que um verbo. É eterno.

18 de janeiro de 2010

As palavras do silencio



As estrelas brilham no infinito. Ainda a noite dura para sempre. Para sempre. Fala-se em ventos e terremotos que trazem destruições em massa. Quem disse que não sou um deles?

As palavras que não falo, digo-as em silencio. Não são todos os que precisam ouvi-las. Nem eu mesmo as agüento. Será que devo suavizá-las com ungüento?

As palavras do silencio



As estrelas brilham no infinito. Ainda a noite dura para sempre. Para sempre. Fala-se em ventos e terremotos que trazem destruições em massa. Quem disse que não sou um deles?

As palavras que não falo, digo-as em silencio. Não são todos os que precisam ouvi-las. Nem eu mesmo as agüento. Será que devo suavizá-las com ungüento?

6 de janeiro de 2010

Quem nunca ouviu falar em honra



As flores se voltam.

As voltas se vão.

Vão tristes e frias.

Frieza do cão.

Cão que ladra e não vai.

Vai ficando e relutando sagaz.

Capaz de falar e fazer.

Fazer o que todos querem ver.

Ver o que queremos ser.

Ser o que queremos ter.

Ter o que o dinheiro não compra.

Comprar a dignidade sem fidelidade.

Ser fiel ao ponto da honra.

E honrar quem nunca ouviu falar em honra.

Estive ausente durante um tempo. Sei que quase ninguém le isso, então não me preocupe muito. Mas acho que parei porque precisava de um tempo pra chorar. Bem, estou de volta para fazer você chorar.

19 de dezembro de 2009

UMA CARTA PARA PAPAI NOEL

Bem, estou trabalhando num projeto para a Páscoa de 2010 e acabo sem tempo para dedicar-me ao blog, mas não posso deixar de postar. Este texto não fora escrito por mim, mas achei muito interessante o que o autor expôs sendo exatamente aquilo que eu mais exponho em meus textos. Poderão ser percebidas algumas diferenças lingüísticas pois o autor possui nacionalidade portuguesa. Bom Natal!

UMA CARTA PARA PAPAI NOEL (Titulo meu)

Olá Pai Natal, a 1ª vez que escrevo pa ti
Poupa o atrevimento, mas tenho alguns pedidos
Espero que não fiquem n'alguma prateleira esquecidos
Como nunca te pedi nada
Peço tudo de uma vez e fica a conversa despachada
Talvez aches os pedidos meio extravagantes
Queria que pusesses juízo na cabeça destes governantes

Tira-lhes as armas e a vontade da Guerra
É que senão acabamos a pedir-te uma nova terra
Ao sem-abrigo indigente, dá-lhe uma vida decente
E arranja-lhe trabalho em vez de mais uma sopa quente

E ao pobre coitado e ao desempregado
Arranja-lhe um emprego em que ele nao se sinta explorado
E ao soldado, manda-o de volta pa junto da mulher
Acredita que é isso que ele quer
Vai ver África de perto, não vejas pelos jornais
Dá de comer às crianças, ergue escolas e hospitais
Cura as doenças e distribui vacinas
Dá carrinhos aos meninos e bonecas às meninas
E dá-lhes paz e alegria
Ao idoso sozinho em casa, arranja-lhe boa companhia
Já sei que só ofereçes aos meninos bem comportados
Mas alguns portam-se mal e dás condomínios fechados
Jatos privados, carros topo de gama importados
Grandes ordenados, apagas pecados a culpados
Desculpa o pouco entusiasmo, não me leves a mal
Não percebo como é que isto se tornou um feriado comercial
Parece que é desculpa para um ano de costas voltadas
E a unica coisa que interessa é se as prendas estao compradas
E quando passa o Natal dás à sola
Há quem diga que não existes, quem te inventou foi a Coca-Cola
Não te preocupes que eu não digo a ninguém
Se és Pai Natal, deves ser pai de alguém
Para mim Natal é a qualquer hora, basta querer
Gosto de dar e não preciso de pretextos para oferecer

E já agora para acabar, sem querer abusar
Dá-nos paz e amor e nem é preciso embrulhar
Muita felicidade, saúde acima de tudo
Se puderes dá-nos boas notas com pouco estudo
Desculpa o incómodo e continua com as tuas prendas
Feliz Natal para ti, e já agora, baixa as rendas.

Feliz Natal!

(Autor: Hugo Macedo)
www.hugomacedo.net