17 de janeiro de 2011

Crítica Paulo Coelho e Claudia Leitte

Na madrugada deste domingo eu me aventurei na Tv e acabei por assistir em partes duas entrevistas. Uma no De frente com Gabi, que trazia como convidada a cantora Claudia Leitte; e outra do escritor Paulo Coelho, no É Notícia. Não sei como dizer isto, mas tive pena da Claudia. Como bom fã da Ivete Sangalo, eu nunca fui muito com a cara da Claudia Leitte. Mas essa entrevista me emocionou. Eu vi uma mulher cansada de ser comparada e ser usada como um produto de mercado. Sempre tive dificuldade de mudar minha opinião sobre as pessoas, especialmente das que eu não sou tão achegado. É uma característica do Transtorno Borderline. Mas aconteceu agora pouco.

Se por um lado a mudança foi positiva, a entrevista do Paulo Coelho foi decepcionante. Sempre tive uma admiração pelo Paulo Coelho. Eu gosto muito de seus livros. Preciso confessar que li apenas dois (O Vencedor está só e Verônica decide morrer) que me fascinaram. Mas constatei na entrevista que o autor só serve mesmo para escrever, pois uma vez que sua boca é aberta jorra uma verdadeira cachoeira de opiniões infundadas e afirmações infames. Troquei de canal em diversos momentos da entrevista de tão tediante que foi para mim. Se ele escrevesse exatamente como fala sua carreira seria um desastre. Desculpe o meu disparate (já que escrevo apenas em um simples Blog), mas agora eu consegui entender por que os estudantes de letras tanto o detestam. Espero que o futuro da literatura nacional tome um rumo melhor.

A mentirosa



A língua coça. Arde como se fosse se decompor. Precisa falar, mostrar ao mundo pra que veio. Fala alto e faz questão que todos ouçam. Diz o que pensa. O que aconteceu. E principalmente o que não aconteceu.

Todos olham admirados com sua capacidade de narrar tantos fatos. Não percebem a mentira em seus lábios. A Medusa olha para os lados para ver quem acreditou, testando seu controle de qualidade. Eu que mantinha ligado o meu detector de mentiras, apenas dei por desligar os ouvidos. Cansei de histórias como essas.

Tudo que ela diz é surreal. De uma realidade que não vem da Terra. É mais uma coisa paralela que se tem guardado dentro de si. Nada tão complexo. Apenas mentiras.

Outra mentirosa está na área. Ela tenta chamar mais atenção. Usa uniformes de prostituta e palavras sedutoras que saltam de sua boca. A outra não deixa por menos e volta a mentir. A visita torna-se um duelo. As duas se espancam com suas mentiras até caírem duras no chão mortas pelas próprias falsidades.

15 de janeiro de 2011

Pensamento





Minha força está na solidão. Não tenho medo nem de chuvas tempestivas nem de grandes ventanias soltas, pois eu também sou o escuro da noite.


(Clarice Lispector)




Foi a primeira vez que alguém me descreveu. Tão intensa e direta.

Pensamento





Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome.
 do livro Perto do Coração Selvagem, Clarice Lispector

Pensamento


Bem, eu vou compartilhar pensamentos de grandes pessoas. Frases de efeito moral que bombardeiam a minha mente. Espero que gostem!

Away...



E sem saber que
era impossível, ele foi lá e fez"



(Jean Cocteau)

14 de janeiro de 2011

Eu matei Arthur


Um assassino profissional nunca tem pena de suas vítimas. Mesmo quando se trata de uma criança. Confesso que em alguns casos fugi a regra, mas toda epifania tem sua volta à terra. Nada do que se diga poderá mudar a linearidade dos fatos e nada do que se faça poderá trazer de volta o passado que será eterno. Você morrerá para sempre, fedelho.

Eu odeio quando a criança começa a chorar, principalmente quando se trata de um menino com cerca de dez anos. Já é um homem. Sabe se masturbar, já não é tão criança. Mas chora como um bebê. Resolvi ir direto a fonte. A morte por estrangulamento exige uma pressão de seis quilos sobre a vítima, durante cinquenta segundos. Não é muito tempo, mas quando se trata de esperar a morte chegar é um grande desespero. E foi exatamente assim que aconteceu.

A rua está deserta. O início de uma noite tão serena e fresca. Eu te encontrei no meu caminho e resolvi te matar. Não havia motivo. Apenas decidi te matar. Segurei-lhe pelo braço. Você começou a chorar. Odiei seu choro. Uma manha idiota que me tomou o corpo de raiva. Foi apenas cinquenta segundos pressionando o seu pescoço enquanto você se afogava com o próprio grito. Larguei seu o corpo ali mesmo. Não tive pena. Apenas segui meu instinto. Não sei mais o que dizer.

Tenho que descansar agora. Há outras mortes esperando por mim amanhã. Até a próxima morte.