15 de fevereiro de 2011

Um povo com voz

Quem disse que somos inúteis? Não importa se são 18 dias ou 18 anos, nós temos a forma para chegar lá. Sonhamos com um Egito onde os trabalhadores sejam respeitados pelo governo. Não há país sem movimento. Nada é mais importante do que chegar em casa e ter comida. Por que tenho que receber 100 dólares por mês se o presidente come com o meu dinheiro? Quero ele fora daqui!

Vou contar aos meus netos que nós saímos às ruas e dissemos o que queríamos e o que precisávamos. A nossa voz foi ouvida por que não somos vândalos, somos seres humanos. Vamos contar que atiramos os nossos sapatos na cara de Mubarak. O mundo inteiro viu o seu retrato sair do governo. Ele já era, virou história para ser contada. Um líder que foi embora por que o povo não o queria mais. Um excremento que se foi quando demos descarga.

Agora vamos reconstruir. Ajeitar o que sobrou. Dar uma pintura na casa, fazer uma festa para comemorar. Mas não se engane, o quem por aí é bem pior. Mas não brinquem comigo, se for preciso, fazemos de novo. Novamente e outra vez. Nós não somos apenas um povo. Somos um povo com voz e isso ninguém (Ouviram?!? Ninguém!!) irá tirar de nós.

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