11 de maio de 2011

Tamanho do dedo anelar pode ajudar a revelar doença motora

Tamanho do dedo anelar pode ajudar a revelar doença motora, diz estudo

Dedos
Estudo sugere que dedo anelar maior do que o indicador pode revelar risco
Uma pesquisa publicada esta semana sugere que o comprimento dos dedos da mão pode ser um dos componentes para revelar o risco de doenças neuromotoras.
Os pesquisadores britânicos mediram o tamanho do dedo de 110 pessoas, incluindo 47 com esclerose lateral amiotrófica (ELA).
O estudo – publicado na revista científica Journal of Neurology, Neurosurgery and Psychiatry – sugere que há uma relação entre doenças motoras e o tamanho do dedo anelar, quando comparado ao comprimento do dedo indicador.
Alguns especialistas acreditam que o tamanho dos dedos da mão poderia identificar diversas características, como agressividade ou habilidade para praticar esportes.
Uma teoria afirma que o tamanho do dedo anelar é definido, entre outros fatores, pela quantidade do hormônio masculino testosterona a qual o bebê é exposto ainda na fase de gestação.
Em geral, homens possuem dedos anelares mais compridos do que os indicadores, enquanto o contrário é observado na maioria das mulheres.
"Esta relação entre o comprimento dos dedos é, acredita-se, um sinal de altos níveis de testosterona na fase pré-natal, e nossos resultados são, portanto, consistentes com a hipótese de que os níveis de testosterona durante o desenvolvimento alteram o risco de ELA", afirma o estudo publicado na revista.
A pesquisa foi conduzida pela equipe pelo professor de neurologia Ammar Al-Chalabi da universidade britânica King's College London.
O diretor da Associação de Doenças Neuromotoras da Grã-Bretanha, Brian Dickie, afirma que o estudo levanta questões interessantes, mas recomenda mais pesquisa no campo.
"É importante lembrar que a exposição a altos níveis de testosterona no útero não causa diretamente doenças neuromotoras", afirma Dickie.
"Muitas pessoas com dedos anelares compridos nunca vão desenvolver doenças neuromotoras, já que acreditamos que há vários outros fatores genéticos e externos que precisam coincidir para desencadear o mal."
Fonte: BBC Brasil

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